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Vamos falar sobre a esclerose múltipla

No dia 30 de agosto comemora-se o Dia Nacional de Conscientização sobre a Esclerose Múltipla. Para entender um pouco mais sobre essa doença, seus sintomas, evolução no diagnóstico e tratamento, conversamos com

Dr. David Plácido, neurocirurgião e professor da Faculdade de Medicina de Olinda

o professor da FMO e neurocirurgião Dr. David Plácido.

Segundo citou Dr. David, um dos grandes problemas da EM era a dificuldade em diagnosticar a doença devido às suas características, como a apresentação de sintomas difusos e os surtos imprevisíveis que acometem os pacientes com Esclerose Múltipla.

Por atingir várias regiões do sistema nervoso central e também o sistema nervoso periférico, causando

problemas em diversas áreas do organismo, alguns até brandos e muitas vezes ignorados ou pouco valorizados pelos pacientes, a Esclerose Múltipla sempre foi um desafio. Ele contou que, durante o período de residência médica, um de seus preceptores costumava dizer aos residentes que, ao observar algum paciente com sintomas neurológicos difusos em que não fosse possível localizar uma região específica do cérebro ou da medula como responsável por aqueles sintomas, eles sempre deveriam pensar na possibilidade da Esclerose Múltipla.

Mas Dr. David também nos deu boas notícias. Ele falou que hoje a doença é mais conhecida, devido à m

aior incidência de casos, que na verdade acontece porque existe mais facilidade em diagnosticá-la, graças a exames como a ressonância magnética, que muito contribui para um diagnóstico assertivo. Por se conhecer melhor a doença e os sintomas associados à mesma, fica mais fácil investigar quando alguém apresenta crises que podem estar associadas à EM.

Hoje também existem medicações que contribuem para uma melhor qualidade de vida dos pacientes com Esclerose Múltipla. Medicamentos que ajudam a controlar as crises, minimizar os sintomas e até mesmo estacionar a evolução da doença, que ainda não tem cura, mas já consegue ser tratada de forma mais assertiva e menos debilitante. E como em qualquer tratamento de saúde, os resultados variam de caso para caso, de paciente para paciente. O melhor tratamento sempre será definido por um especialista.

O que podemos comemorar são os avanços que têm ajudado muitos pacientes com EM a conviverem melhor com a doença e seus sintomas, a entenderem suas limitações e saberem que, mesmo com a doença, é possível viver bem.

 

SINTOMAS INVISÍVEIS DA EM

Além das dores, fraqueza muscular, problemas de visão e intolerância ao calor, alguns sintomas da Esclerose Múltipla não são levados em conta ou percebidos por quem vê de fora. Por isso, é preciso ficar atento à recorrência desses sintomas e se eles, de alguma maneira, atrapalham o curso normal da sua vida. São os chamados sintomas invisíveis da EM.

– Fadiga, sensação de esgotamento físico ou mental ou mesmo espasmos, dor ou perda do sono;

– Formigamentos;

– Disfunção cognitiva, déficit de atenção, concentração, percepção, raciocínio e memória.

 

Saiba mais aqui:

https://amigosmultiplos.org.br/esclerose-multipla-os-desafios-de-uma-doenca-invisivel/

https://amigosmultiplos.org.br/noticia/disfuncao-cognitiva-uma-luta-assustadora-e-invisivel/

https://esclerosemultipla.com.br/sobre-em/sinais-e-sintomas/