Pele de Tilápia

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Conheça um pouco mais sobre o trabalho do nosso professor e coordenador de treinamentos em saúde, Marcelo Borges. Em 2015, ele iniciou no Ceará, juntamente com os médicos e pesquisadores Edmar Maciel e Odorico Moraes a pesquisa sobre o uso da tilápia como curativo para pacientes vítimas de queimaduras.

A tilápia é primeira pele aquática utilizada nesse tipo de tratamento, proporciona menos locomoções para o hospital e diminui número de curativos, reduzindo dores, além de promover a diminuição no período de cicatrização.

A ideia de iniciar a pesquisa surgiu em 2011 a partir de uma observação do próprio Marcelo Borges. “Me chamou atenção uma reportagem que falava sobre uso da pele da tilápia para confecção de acessórios femininos como bolsas, cintos e sapatos. Daí me perguntei: se a pele de tilápia teria resistência e sensibilidade para se tornar um acessório delicado, por que não teria essa mesma sensibilidade para ser usada como curativo no tratamento das queimaduras?”, conta.

Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil deveria ter 13 bancos de pele, mas só tem quatro, com apenas três em funcionamento, localizados em São Paulo, no Rio Grande do Sul e Paraná. Os resultados preliminares da última etapa dapesquisa (uso em tratamento de pacientes humanos) tem sido um sucesso.

Além disso, outras especialidades, como odontologia, otorrino, endoscopia e feridas e urologia, iniciaram a pesquisa. A ginecologia também já usou tratamento na reconstrução de neovagina com sucesso. A pesquisa do uso da pele da tilápia recebeu dois prêmio: 1º lugar no Congresso Brasileiro de Queimaduras e Melhor Prêmio Inovação, Criatividade e Pioneirismo no Congresso Brasileiro de Cirurgia Plástica.

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